Em 2005, Christopher Nolan apresentou em Batman Begins uma nova visão
do Homem-Morcego. Ele
recontou a origem do herói e mostrou o treinamento que ajudou o
bilionário Bruce Wayne a se transformar no defensor de Gotham City. Três
anos depois, em Batman: O Cavaleiro das Trevas, fomos apresentados a um vilão inesquecível, o Coringa, na interpretação do saudoso Heath Ledger. E, para encerrar de forma grandiosa a trilogia do lendário personagem, chegamos a Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Batman: The Dark Knigth
Rises).Com direito a confronto entre policiais e criminosos, perseguições e uma sequência com um veículo voador, o Bat, a direção técnica do filme é impecável. Seja nas cenas com a aeronave, ou em grandes planos, Nolan explora bem as tomadas aéreas, com destaque para a cena de explosão do campo de futebol americano, tudo ampliado pela experiência em IMAX.
A trilha sonora de Hans Zimmer é um acompanhamento nos momentos de drama e na hora da ação um intensificador das cenas, provocando a imersão dos espectadores. O roteiro, escrito por Nolan, seu irmão Jonathan e David Goyer, é bem desenvolvido, com homenagens até a série de TV dos anos 60. Os autores ousam em apresentar conflitos, que se definem como novas possibilidades, e trazem um desfecho digno e completo para a trilogia. Contudo, a história não está livre de algumas incoerências, apesar disso não comprometer a trama como um todo.
O filme começa oito anos após a morte do promotor Harvey Dent. Bruce Wayne aposentou o manto de Batman e assumiu a culpa pela morte dele. Os cidadãos acreditam nessa versão, sendo que somente o
Comissário Gordon sabe a verdade. Porém, o mercenário Bane (Tom Hardy)
chega para acabar com a paz e implantar o caos. O Cavaleiro das Trevas
deverá, então, ressurgir para proteger sua cidade.
Christian Bale consolida seu Batman junto com a trilogia e personifica o
herói com a seriedade que os fãs desejam. Seu Bruce Wayne vai ao fundo
do poço (literalmente), mas ressurge na figura do Homem-Morcego. A partir daí,
estabelece alianças com outros personagens para salvar Gotham, como o
policial John Blake (Joseph Gordon-Levitt), a magnata Miranda Tate (Marion
Cotillard) e a ladra Selina Kyle (Anne Hathaway), além, é claro, da já
conhecida parceria com o Comissário Gordon (Gary Oldman).
Dos novos personagens, Blake é o
melhor deles, com Gordon-Levitt se encaixando perfeitamente no universo
de Gotham. A Mulher-Gato de Anne Hathaway perde muito da sensualidade
vista nos quadrinhos, embora a atriz consiga bons momentos no papel da
gatuna. Marion Cotillard com sua Miranda Tate tem, em determinada ocasião, um papel relevante na história, mas sua interpretação é
ofuscada pelos companheiros.
Sobre o vilão Bane, a primeira
pergunta que se faz é: “Bane é melhor que o Coringa?” A resposta é: “O
que importa, quando você tem no mercenário a antítese do Batman?” O
vilão é um homem inteligente, estrategista, forte e bem treinado como o
herói, mas que usa suas habilidades para o mal. Em um dos momentos mais tensos do filme, ele prova
que esta à altura do vigilante, em uma clara referência aos quadrinhos. Com
Coringa o embate era psicológico, aqui temos algo mais físico. Sendo
assim, o terceiro filme complementa o leque de vilões e cria assunto
para muitos debates.
Ao final de Batman: O Cavaleiro
das Trevas Ressurge ficamos com a sensação que esta trilogia estabeleceu um novo padrão. Pelas mãos de Christopher
Nolan, Batman foi retratado como merece, com respeito. O diretor
encerrou sua versão do Cavaleiro das Trevas nos presenteando com uma
grata surpresa no final, dando um recado para quem assumir a franquia.
Com Nolan na direção e Christian Bale como protagonista, o legado de Batman permanecerá por muito tempo na mente dos espectadores. Que venham, então, mais diretores e atores com desejo de adaptar histórias de heróis dessa forma, sem ridicularizar os personagens e contribuindo para que novas gerações conheçam e se encantem como tantos já se encantaram. Os fãs agradecem.
Com Nolan na direção e Christian Bale como protagonista, o legado de Batman permanecerá por muito tempo na mente dos espectadores. Que venham, então, mais diretores e atores com desejo de adaptar histórias de heróis dessa forma, sem ridicularizar os personagens e contribuindo para que novas gerações conheçam e se encantem como tantos já se encantaram. Os fãs agradecem.
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