Após a dissolução da IMF em Protocolo Fantasma, Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe voltam para mais uma missão. No quinto filme da franquia, os agentes têm que lidar com a desconfiança da CIA - representada por Alan Hunley (Alec Baldwin) - enquanto tentam provar a existência do Sindicato, uma nação secreta de ex-agentes renegados.
Além de trazer a clássica cena de invasão (dessa vez envolvendo um gigantesco tanque com água) e uma ação bem realista (como de costume, Cruise realiza sua próprias cenas), o longa dá grande importância ao aspecto da espionagem. Infiltração, agentes duplos, trama política, fazem de Missão: Impossível - Nação Secreta (Mission: Impossible - Rogue Nation) uma produção completa, com um balanceamento perfeito das características da franquia.
O Sindicato é formado por membros altamente qualificados, mas que atuam com a crença em princípios distorcidos do ideal de justiça. Eles são o oposto da IMF, fator que os coloca em conflito com Hunt e seu grupo. Para lidar com essa ameaça, Ethan, apesar de não ter mais o apoio de sua antiga agência, não medirá esforços para desmascarar as atividades dos ex-agentes e proteger seus amigos.
Durante uma sequência em Londres, o espião conhece Ilsa Faust, interpretada pela sueca Rebecca Ferguson. A personagem é uma agente dupla, que graças ao ótimo trabalho da atriz e de um roteiro inspirado, coloca o espectador constantemente em dúvida. A todo momento acontecem reviravoltas, que nos mantêm ligados sobre qual será o próximo passo da misteriosa mulher.
O espaço de Fergusson no filme não é resumido apenas à dubiedade de suas ações, pois ela é incluída em cenas movimentadas e empolgantes. Seja numa luta de facas, numa tomada subaquática ou numa veloz perseguição de motos, a atriz mostra que foi uma adição certeira ao elenco.
Com a novata ocupando um parcela importante da trama, o tempo para os outros acaba sendo menor, mas isso não significa que eles sejam prejudicados. Brandt (Jeremy Renner) participa com importância da ligação entre IMF e CIA, Hunley, que também faz sua estreia, é preparado para algo maior, pois indica que será mantido na série (o sexto filme foi confirmado). Contudo, quem continua roubando a cena é Benji, interpretado pelo ótimo Simon Pegg. Responsável pelo alívio cômico, o personagem vai à campo e encara os perigos com seu jeito atrapalhado.
Para conduzir esse bom elenco, o responsável pela direção é Christopher Mcquarrie, cineasta que trabalhou com Tom Cruise em Jack Reacher - O Último Tiro. Assim como no longa citado, o diretor prova que entende da condução de um filme de ação que possui uma trama cheia de reviravoltas.
Além de várias outras tradições, a franquia tem a característica de dividir o enredo por vários locais do mundo, o que possibilitou a realização de um trabalho mais diversificado por parte de Mcquarrie. Numa bela sequência na ópera de Viena, na Áustria, o diretor filma um musical ao mesmo tempo em que apresenta a ação, o humor e o suspense; em Casablanca, no Marrocos, as ruas estreitas tornam as perseguições com veículos mais intensas e cheias de adrenalina; por fim, em Londres, a visão do parlamento inglês antecede a pegada mais política que o filme adotará em seu clímax.
Com todos esses elementos unidos para formar mais um ótimo exemplar do gênero, a missão de assistir ao filme e sair do cinema muito satisfeito não será nem um pouco impossível.
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