terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Busca Implacável 3 – Crítica

Cristiano Almeida

Após salvar a filha de traficantes de mulheres e sofrer retaliação por parte dos parentes dos criminosos, Bryan Mills (Liam Neeson) volta para mais uma aventura. Dessa vez, o sequestro não é o ponto central da trama, e o ex-agente da CIA precisa provar sua inocência diante de um assassinato.

A nova premissa traz algum diferencial à série criada por Luc Besson, com uma demonstração maior das habilidades de Mills. Além de ótimo no combate corporal e armado, as habilidades incluem infiltração, furtividade e investigação, elementos que são bem utilizados pelo personagem dentro do contexto de suspense policial.

Não só pela demonstração dos talentos de Mills, este terceiro longa aproveita melhor a participação dos ex-agentes amigos dele. No estilo de Red – Aposentados e Perigosos, os coroas mantêm uma base secreta e aparelhos de espionagem, e são de grande importância para os momentos finais da produção.

Ainda com relação ao elenco, Forest Whitaker desempenha um bom papel como o detetive responsável pelo caso, não muito diferente do que ele fez em O Último Desafio, mas, ainda assim, válido. Com sua atenção aos pequenos detalhes e situações banais, a trama de investigação vai sendo costurada de forma satisfatória e envolvente.

Para quem não conhece as produções anteriores, a escolha dos atores será considerada normal, porém, causará estranhamento nos outros. Tanto para o namorado de Kim (Maggie Grace) como para Stuart, o padrasto da garota, foram escolhidos outros intérpretes. Possivelmente, devido à importância que Stuart ganha neste filme, Luc Besson preferiu um ator mais conhecido do grande público. Assim, Dougray Scott (Missão Impossível 2, Hitman) encarna o personagem, responsável por uma grande reviravolta na trama, que não seria necessária, caso o vilão russo não decepcionasse no clímax.

Novamente com Olivier Megaton na direção, o longa mantém boas sequências de ação, embora o diretor utilize soluções mirabolantes demais para algumas delas, soluções essas que não são uma exclusividade da franquia Taken. Apesar da insistência em ousar demais, Megaton conecta bem a trama em relação às outras produções, citando eventos, frases e até repetindo ações dentro dos mesmos contextos, porém em ambientações diferentes.

Depois de dois filmes, os próprios produtores admitiam que a premissa estava ficando repetitiva, contudo, com as novas ideias inseridas em Busca Implacável 3, a série teve um desfecho digno (ou será que não?). Como disse um personagem: “Bryan não é um homem perigoso, o mundo em que ele vive é que é”, um sinal de que o perigo é permanente, mas a vigília de Bryan Mills é mais ainda.

Leia a crítica de Busca Implacável 2

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Jornalista apaixonado por cinema. Idealizou o blog com o desejo de partilhar as maravilhas da Sétima Arte com outros cinéfilos e quem mais se interessar pelo assunto.