Após salvar a filha de traficantes de mulheres e sofrer
retaliação por parte dos parentes dos criminosos, Bryan Mills (Liam Neeson)
volta para mais uma aventura. Dessa vez, o sequestro não é o ponto central da
trama, e o ex-agente da CIA precisa provar sua inocência diante de um
assassinato.
A nova premissa traz algum diferencial à série criada por
Luc Besson, com uma demonstração maior das habilidades de Mills. Além de ótimo
no combate corporal e armado, as habilidades incluem infiltração, furtividade e
investigação, elementos que são bem utilizados pelo personagem dentro do
contexto de suspense policial.
Não só pela demonstração dos talentos de Mills,
este terceiro longa aproveita melhor a participação dos ex-agentes amigos dele. No estilo de Red – Aposentados e Perigosos, os coroas mantêm uma base
secreta e aparelhos de espionagem, e são de grande importância para os momentos
finais da produção.
Ainda com relação ao elenco, Forest Whitaker desempenha um
bom papel como o detetive responsável pelo caso, não muito diferente do que ele
fez em O Último Desafio, mas, ainda assim, válido. Com sua atenção aos pequenos
detalhes e situações banais, a trama de investigação vai sendo costurada de
forma satisfatória e envolvente.
Para quem não conhece as produções anteriores, a escolha dos
atores será considerada normal, porém, causará estranhamento nos outros. Tanto
para o namorado de Kim (Maggie Grace) como para Stuart, o padrasto da garota, foram
escolhidos outros intérpretes. Possivelmente, devido à importância que Stuart
ganha neste filme, Luc Besson preferiu um ator mais conhecido do grande
público. Assim, Dougray Scott (Missão Impossível 2, Hitman) encarna o personagem,
responsável por uma grande reviravolta na trama, que não seria necessária, caso
o vilão russo não decepcionasse no clímax.
Novamente com Olivier Megaton na direção, o longa mantém boas
sequências de ação, embora o diretor utilize soluções mirabolantes demais para
algumas delas, soluções essas que não são uma exclusividade da franquia Taken.
Apesar da insistência em ousar demais, Megaton conecta bem a trama em relação às outras produções, citando eventos, frases e até repetindo ações dentro dos
mesmos contextos, porém em ambientações diferentes.
Depois de dois filmes, os próprios produtores admitiam que a premissa estava ficando repetitiva, contudo, com as novas ideias inseridas em Busca Implacável 3, a série teve um desfecho digno (ou
será que não?). Como disse um personagem: “Bryan não é um homem perigoso, o
mundo em que ele vive é que é”, um sinal de que o perigo é permanente, mas a
vigília de Bryan Mills é mais ainda.
Leia a crítica de Busca Implacável 2
Leia a crítica de Busca Implacável 2
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