Filme que dá início a fase 2 da Marvel nos
cinemas, Homem de Ferro 3 (Iron Man 3) começa após os eventos de Os Vingadores. Esse fator
comanda o perfil do personagem de Robert Downey Jr, que passa a enxergar mais
que sua tecnologia, carros e belas mulheres.
Em Nova York, Tony Stark se deparou com deuses, seres geneticamente
modificados, uma invasão alienígena e um buraco de minhoca, acontecimentos que
lhe causaram uma série de distúrbios psicológicos, como dormir pouco, ter
pesadelos e crises de ansiedade. Agora, o gênio quer cada vez mais melhorar a
tecnologia de sua armadura, e ele consegue com a construção da Mark 42, traje
que é controlado à distância. Toda essa complexidade é muito bem interpretada
por Downey Jr., que, além do drama, continua arrancando boas risadas com seu
humor sarcástico.
Na trama, Stark vive um relacionamento sério com Peper Potts (Gwyneth
Paltrow). Tudo parecia ir muito bem até o momento que o industrial entra em
rota de colisão com um novo inimigo, o Mandarim (Ben Kingsley). Junte a isso o
avanço de uma nova tecnologia, a Extremis, desenvolvida em parceria entre a
Dra. Maya Hansen (Receba Hall) e o geneticista Aldrich Killian (Guy Pearce), e
está criado o cenário para o Homem de Ferro entrar em ação.
Dos vilões que participam do filme, a presença mais aguardada era a de
Mandarim, clássico inimigo de origem chinesa que utiliza dez anéis com vários
poderes diferentes. No longa, ele é visivelmente inspirado em terroristas da
vida real, inclusive com os vídeos de ameaças à América. Digamos que, embora
Ben Kingsley esteja ótimo no papel e o rumo que dão ao personagem é
compreensível dentro da proposta do roteiro, muita gente não vai gostar do
resultado.
A adição do Patriota de Ferro (Don Cheadle) surgiu como uma novidade, mas
não foi bem explorada, parecendo apenas uma inclusão que possibilitaria
abordagens políticas ao enredo. Em compensação, temos a oportunidade de
acompanhar mais da atuação do militar James Rhodes em todo o seu patriotismo.
Neste aspecto, se o outrora Máquina de Combate aparece menos, temos uma
presença maior de Peper, que surpreende com suas ações.
Na direção, Jon Favreau foi substituído por Shane Black. Ele extrai boas
interpretações de seus atores e conduz muito bem os momentos de ação - sendo um
deles o clímax - que merece destaque pelo ótimo uso da computação gráfica. Para
a demonstração dos personagens que foram submetidos à tecnologia Extremis, o
diretor manteve algumas características dos quadrinhos, como aumento de força,
resistência e velocidade, e até o lançamento de rajadas de fogo pela boca. Mas
nem tudo colabora para a qualidade da produção, pois o roteiro, assinado por Drew Pearce e Black, tem
alguns furos, alguns deles bem primários.
Apesar de soluções duvidosas e erros, o filme introduz um importante grupo
inimigo no universo cinematográfico da Marvel. Isso pode render novas
abordagens nas outras produções que estão por vir. Para finalizar, ainda temos
a famosa cena pós-créditos, que tradicionalmente dá uma ideia de continuidade,
de ligação entre os longas, mas que aqui apenas relaciona personagens em mais
uma cena de humor.
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