quarta-feira, 14 de maio de 2014

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro - Crítica

Cristiano Almeida

Hollywood segue uma regra: mesmo que um filme não tenha uma boa aceitação por parte de crítica e público, mas dê lucro, ele será transformado em uma franquia. Não poderia ser diferente com um personagem como o Homem-Aranha, que apesar da recepção morna em sua nova versão, tem quatro longas programados e vai gerar mais dois derivados, um do Venom e outro do Sexteto Sinistro.

O segundo dos quatro é O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2), produção que segue Peter Parker (Andrew Garfield) tentando conciliar sua vida de estudante e de protetor da cidade. Além de tudo, há a promessa de ficar longe de Gwen Stacy (Emma Stone) para protegê-la. As promessas como o próprio Peter diz: “...existem para serem quebradas", e com isso o romance dos dois tem bastante espaço, com momentos agradáveis de se acompanhar. 

Um herói como o Homem-Aranha, contudo, tem muitas responsabilidades. Para complicar a vida do teioso surge Electro (Jamie Foxx), vilão bem melhor que o Lagarto do primeiro filme. Com um antagonista deste, o Cabeça de teia se vê obrigado a explorar mais de suas habilidades e agilidade, e isso é muito satisfatório em termos visuais e nas cenas de ação.

Para o embate, o diretor Marc Webb utiliza vários recursos, como visão objetiva, câmera lenta e o 3D. A movimentação do aracnídeo é muito bem captada, proporcionando a sensação de realmente acompanhar o deslocamento do híbrido de homem e aranha das HQ’s.

Além da parte física, a personalidade do protagonista é bastante fiel aos quadrinhos. O Amigão da Vizinhança faz piada enquanto combate o crime, mas não deixa suas obrigações de lado, usa sua inteligência para criar dispositivos e nos passa as dificuldades de ser um vigilante, mas, acima de tudo, do homem por trás da máscara. E como as dificuldades e dramas do herói se encontram neste longa. O resultado? Um dos momentos mais trágicos vividos pelo Escalador de Paredes nas páginas é recontado nas telas.

O êxito dos pontos citados não se repete com a aparição do Duende Verde, que está muito mal caracterizado, e com a adição de Rino, que é completamente desnecessário para o momento da trama. Pelo menos a presença de Harry Osborn (Dane DeHaan) é parte de algo maior, e dá uma indicação interessante do que vem por aí com relação aos antagonistas do herói.

O grande problema desta nova franquia do Homem-Aranha, porém, continua sendo o roteiro, a forma como a história está sendo contada. O sumiço dos pais de Peter é revelado em informações pouco plausíveis, elementos que deveriam ser mais bem trabalhados são resolvidos rapidamente, outros, como os vilões que agora são fabricados, são apresentados cedo demais.

Apesar dos altos e baixos, é visível que esta versão cinematográfica tem a missão de contar algo maior, que explora muitas das facetas que tornam o personagem tão carismático. Com a dose certa para cada situação vivida pelo protagonista, sem exagerar ou conter demais, o aracnídeo tem tudo para alçar voos cada vez mais altos e realmente estrelar uma produção tão espetacular quanto ele.

Leia a crítica de O Espetacular Homem-Aranha

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Editor

Minha foto
Jornalista apaixonado por cinema. Idealizou o blog com o desejo de partilhar as maravilhas da Sétima Arte com outros cinéfilos e quem mais se interessar pelo assunto.