Hollywood segue uma regra: mesmo que um filme não tenha uma
boa aceitação por parte de crítica e público, mas dê lucro, ele será
transformado em uma franquia. Não poderia ser diferente com um personagem como
o Homem-Aranha, que apesar da recepção morna em sua nova versão, tem quatro
longas programados e vai gerar mais dois derivados, um do Venom e outro do Sexteto
Sinistro.
O segundo dos quatro é O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de
Electro (The Amazing Spider-Man 2), produção que segue Peter Parker (Andrew
Garfield) tentando conciliar sua vida de estudante e de protetor da cidade.
Além de tudo, há a promessa de ficar longe de Gwen Stacy (Emma Stone) para
protegê-la. As promessas como o próprio
Peter diz: “...existem para serem
quebradas", e com isso o romance dos dois tem bastante espaço, com momentos agradáveis de se acompanhar.
Um herói como o Homem-Aranha, contudo, tem muitas
responsabilidades. Para complicar a vida do teioso surge Electro (Jamie Foxx),
vilão bem melhor que o Lagarto do primeiro filme. Com um antagonista deste, o Cabeça de teia se vê obrigado a explorar mais de suas habilidades e agilidade, e isso é
muito satisfatório em termos visuais e nas cenas de ação.
Para o embate, o diretor Marc Webb utiliza vários recursos,
como visão objetiva, câmera lenta e o 3D. A movimentação do aracnídeo é muito
bem captada, proporcionando a sensação de realmente acompanhar o deslocamento do
híbrido de homem e aranha das HQ’s.
Além da parte física, a personalidade do protagonista é
bastante fiel aos quadrinhos. O Amigão da Vizinhança faz piada enquanto combate
o crime, mas não deixa suas obrigações de lado, usa sua inteligência para criar
dispositivos e nos passa as dificuldades de ser um vigilante, mas, acima de
tudo, do homem por trás da máscara. E como as dificuldades e dramas do herói se
encontram neste longa. O resultado? Um dos momentos mais trágicos vividos pelo
Escalador de Paredes nas páginas é recontado nas telas.
O êxito dos pontos citados não se repete com a aparição do
Duende Verde, que está muito mal caracterizado, e com a adição de Rino, que é
completamente desnecessário para o momento da trama. Pelo menos a presença de Harry Osborn (Dane DeHaan) é parte de algo maior, e dá uma indicação
interessante do que vem por aí com relação aos antagonistas do herói.
O grande problema desta nova franquia do Homem-Aranha,
porém, continua sendo o roteiro, a forma como a história está sendo contada. O
sumiço dos pais de Peter é revelado em informações pouco plausíveis, elementos
que deveriam ser mais bem trabalhados são resolvidos rapidamente, outros, como
os vilões que agora são fabricados, são apresentados cedo demais.
Apesar dos altos e baixos, é visível que esta versão
cinematográfica tem a missão de contar algo maior, que explora muitas
das facetas que tornam o personagem tão carismático. Com a dose certa para cada
situação vivida pelo protagonista, sem exagerar ou conter demais, o aracnídeo
tem tudo para alçar voos cada vez mais altos e realmente estrelar uma produção
tão espetacular quanto ele.
Leia a crítica de O Espetacular Homem-Aranha
Leia a crítica de O Espetacular Homem-Aranha
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